| Assine nosso RSS

Dossiê sobre os abusos

April 19th, 2010 | Comente | Postado em Igreja, Imprensa, Links

O excelente PopeBenedictXVIFanClub montou um dossiê praticamente exaustivo cobrindo as acusações à Igreja, suas respectivas resposta e outros comentários pertinentes na mídia. É uma referência imprescindível. Para acessá-lo, clique na imagem abaixo.

 







Add to Technorati Favorites Tags: , , ,

A briga que ninguém quer comprar, por Olavo de Carvalho

April 13th, 2010 | Comente | Postado em Igreja, Imprensa, Links

Posto abaixo o excelente artigo do Olavo de Carvalho, publicado no Diário do Comércio, dia 12 de abril de 2010 sobre a conjuntura da mídia e suas relações com a massa de calúnias envolvendo a Igreja Católica. Leia também outros dois posts do nosso blog, sobre o assunto (aqui e aqui).

 

* * *

 

Em cada momento do tempo, o estado geral de uma sociedade é indicado por uma série de fatores que podem ser medidos e comparados, como por exemplo a renda média, a criminalidade, o aproveitamento escolar, o número de casamentos e divórcios, etc.

A comparação entre esses fatores permite avaliar a importância relativa de cada fato – ou série de fatos – no conjunto da vida social. Por exemplo, o número de crimes e de vítimas, distribuído entre várias regiões, grupos sociais e faixas etárias. O conhecimento geral desse quadro desperta na população o senso das proporções que servirá de régua para medir a credibilidade das opiniões circulantes. Acima das preferências pessoais e grupais, o núcleo factual conhecido por todos é o tribunal de última instância no qual as idéias e propostas serão julgadas conforme sua adequação ou inadequação à realidade.

Ora, só há um canal por onde o conhecimento do quadro geral pode chegar à população: a mídia. O desempenho normal e saudável dessa função pelos jornais depende não somente de que eles divulguem os fatos, mas de que os selecionem e lhes confiram destaque maior ou menor conforme a sua importância real naquele quadro comparativo, de modo que os focos de atenção popular se hierarquizem segundo a importância objetiva dos fatores.

Em toda sociedade há um determinado número de estudiosos que têm acesso a fontes diretas e não dependem da mídia popular para formar sua visão das coisas. Para a população em geral, no entanto, vigora uma espécie de movimento circular: a constância e o destaque com que os fatos são noticiados na mídia tornam-se o padrão de aferição para o julgamento dos fatos subseqüentes divulgados pela mesma mídia. Em suma: a mídia cria sua própria regra de credibilidade, não havendo, para o grosso da população, nenhum outro quadro de referência pelo qual essa credibilidade possa ser julgada.

Até os anos 50-60, cada órgão de mídia neste país, malgrado a multiplicidade de interesses a que devia atender, mantinha-se razoavelmente submisso à ordem objetiva dos fatores, por saber que exageros ou distorções muito visíveis seriam, no dia seguinte, desmascarados por seus concorrentes. Até certo ponto, a imagem geral da sociedade tal como aparecia nos jornais coincidia com o quadro quantitativo real: o que merecia destaque e cobertura continuada era aquilo que, na vida social, tinha alguma importância objetiva.

Quatro fatores contribuíram para libertar a mídia nacional desses escrúpulos de realismo.

O primeiro foi a solidariedade maior entre as empresas, forjada durante o regime militar para a defesa comum contra as imposições do governo. As denúncias mútuas de fraude e de mau jornalismo desapareceram quase que por completo, colocando cada empresa jornalística na posição confortável de poder mentir a salvo de represálias dos concorrentes. Na mesma medida, a disputa de mercado praticamente cessou, distribuindo-se os leitores mais ou menos equitativamente entre as maiores publicações.

O segundo foi a diversificação das atividades lucrativas das empresas jornalísticas, que passaram a depender cada vez menos da aprovação dos leitores. A prova máxima dessa transformação é que essas empresas se tornaram formidavelmente mais ricas e poderosas sem que a tiragem de seus jornais aumentasse no mais mínimo que fosse. Com a escolaridade crescente, o número de leitores potenciais subiu de ano para ano, mas os maiores jornais brasileiros não vendem, hoje em dia, mais exemplares do que nos anos 50. É um fenômeno único no jornalismo mundial.

Em terceiro lugar, a obrigatoriedade do diploma universitário promoveu a uniformização cultural e ideológica da classe jornalística, de modo que já não há diferenças substantivas entre os climas de opinião nas várias redações de jornais e revistas. Na homogeneidade geral, as exceções individuais tornam-se irrelevantes.

Por último, as influências intelectuais que vieram a dominar as faculdades de jornalismo, deprimindo a confiança nos velhos critérios de objetividade e enfatizando antes a função dos jornalistas como “agentes de transformação social”, acabaram transmutando maciçamente as redações em grupos militantes imbuídos de uma agenda político-cultural e dispostos a implementá-la por todos os meios. Por isso é que, de milhares de profissionais de mídia que ocultaram a existência do Foro de São Paulo por dezesseis anos, só um, um único, mostrou algum arrependimento. Os outros, inclusive os autonomeados fiscais da moralidade jornalística alheia, preferiram, retroativamente, ocultar a ocultação – e não perderam um minuto de sono por isso.

Some-se a tudo isso um quinto fator, de dimensões internacionais: o tremendo desenvolvimento, nas últimas décadas, das técnicas de engenharia social e da sua aplicação pelos meios de comunicação.

Quem pode impedir que empresas mutuamente solidárias, libertas até mesmo do temor ao público, tendo a seu serviço uma massa bem adestrada de “transformadores do mundo” e um conjunto de instrumentos de ação tão discretos quanto eficientes, mandem às favas todo senso objetivo das proporções e se empenhem em criar uma “segunda realidade”, uma nova ordem dos fatores, totalmente inventada, legitimando de antemão qualquer nova mentira que lhes ocorra distribuir amanhã ou depois?

Nessas condições, toda presunção de “objetividade jornalística”, personificada ou não nessa moderna versão do bobo-da-côrte que é o ombudsman, tornou-se hoje apenas um adorno publicitário sem qualquer eficácia real na prática das redações.

O total desprezo pelos critérios quantitativos de aferição da importância das notícias tornou-se, portanto, a norma usual e corriqueira em todas as maiores publicações. Não havendo padrão de medida exterior pelo qual o jornalismo possa ser julgado, os jornais passaram a viver de um noticiário autofágico e uniforme, publicando todos as mesmas coisas, com igual destaque, e confirmando-se uns aos outros no auto-engano comum.

Não há um só jornal ou grande revista, por exemplo, que gradue o destaque dado à denúncias de padres pedófilos pelo exame comparativo de casos similares em outros grupos sociais. Esse exame mostraria, acima de qualquer possibilidade de dúvida, que o número de delitos é muito, muito menor entre padres católicos do que em qualquer outra comunidade humana, embora o destaque dado na mídia a esses casos induza a população a crer o contrário. Em artigo recente, o sociólogo italiano Massimo Introvigne mostrou que, num periodo de várias décadas, apenas cem sacerdotes foram denunciados e condenados na Itália, enquanto seis mil professores de educação física sofriam condenação pelo mesmo mesmo delito. Introvigne citou os professores de educação física apenas como grupo-controle. Poderia ter mencionado dezenas de outros: no conjunto, os casos de padres pedófilos revelariam ser as raridades que são, contrastando dramaticamente com a disseminação alarmante do crime de pedofilia na sociedade em geral. Eu mesmo, examinando as estatísticas alardeadas pela campanha anticlerical na Irlanda, e tirando delas as conclusões aritméticas que os autores do documento maliciosamente se recusavam a tirar, mostrei que, em cada escola católica daquele país, ocorrera não mais de um caso de pedofilia a cada dezesseis anos. Chamar isso, como a mídia o chama, de “pedofilia epidêmica”, é evidentemente uma fraude, mas como pode a população percebê-lo se não tem acesso a outro critério comparativo senão aquele que lhe é fornecido pela própria mídia segundo o recorte de uma agenda politicamente interesseira?

Mutatis mutandis, o número e a gravidade das ocorrências entre os Legionários de Cristo – mesmo sem contar as peculiaridades organizacionais que destaquei no meu artigo anterior – são tão maiores que os dos casos registrados em qualquer outra instituição católica, que tratar delas sem sublinhar a diferença, antes reduzindo-as a exemplos de “pedofilia católica” como quaisquer outros, é falsificar por completo a visão dos fatos.

Uma coisa é a realidade da vida social, outra a sua imagem na mídia e nos debates públicos. A segunda pode estar muito deslocada da primeira, fazendo com que a atenção pública se aliene da realidade ao ponto de a população tornar-se incapaz de compreender o que está acontecendo. O deslocamento completo assinala um estado de psicose social.

Massimo Introvigne tem razão ao dizer que a campanha contra a Igreja Católica sob o pretexto de denúncias de pedofilia é um caso de “pânico moral”. Mas a sociologia só lida com fatores gerais, impessoais, anônimos. Não lhe cabe rastrear origens históricas, nem sondar o coeficiente de premeditação e planejamento criminoso na produção desses fenômenos. Só a investigação histórica, judicial e, é claro, jornalística, pode elucidar esse ponto e identificar os culpados por uma das campanhas caluniosas mais vastas e pérfidas de todos os tempos. Hoje há documentação suficiente para isso. O que falta, inclusive na Igreja Católica, é vontade de comprar essa briga.







Add to Technorati Favorites Tags: , , , ,

Em apoio ao Papa Bento XVI

March 31st, 2010 | 1 Comentário | Postado em Igreja, Links

 

Clique e assine:

bannerapoiob16

 

 

A partir do Fratres In Unum







Add to Technorati Favorites Tags: , ,

Sugestões de posts antigos

March 22nd, 2010 | Comente | Postado em Links

Há alguns posts antigos que, com o tempo, vão ficando soterrados independentemente da pertinência e do conteúdo. Assim, por vezes vou resgatar alguns, com uma lista de indicações. Abaixo, 10 dos posts que julgo mais relevantes nesses quase três anos de blog.

 

- De costas para o futuro… Em direção ao Eterno

- TV e bichinhos ou Sobre hipocrisia ecológica

- O que é o Catolicismo?

- Das origens do banimento da posição religiosa

- Sobre Dawkins e delírios

- O cientista não é grande

- O ônibus ateísta ou O comboio dos que aproveitam a vida

- Apontamentos sobre o Ateísmo – Ateísmo e Razão

- Apontamentos sobre o Ateísmo – Ateísmo e Moralidade

- Apontamentos sobre o Ateísmo – O único ateísmo respeitável

Daqui a um tempo, resgato mais alguns.







Add to Technorati Favorites Tags:

Em nome das próprias vísceras

March 15th, 2010 | 1 Comentário | Postado em Igreja, Imprensa, Links

 

O excelente Deus lo Vult! postou uma ótima análise sobre um programa televisivo que tratou de crimes de pedofilia na Igreja. Para além do horror dos crimes – quando eles ocorrem de fato – é fundamental ver a má-fé e a eclesioclastia que impera na mídia.

 

UPDATE: Há dois artigos já antigos do Olavo de Carvalho, sobre o tema, que devem ser lidos: este e este.







Add to Technorati Favorites Tags: , , ,

Algumas recomendações

January 21st, 2010 | Comente | Postado em Igreja, Links

Seguem adiante, algumas recomendações a partir do que tenho lido por esses dias:

 

- James Ceasar explorando a tese de que Obama é o messias da religião da humanidade tal como Comte desejara (em inglês). Via Martim.

- Reinaldo Azevedo sobre a estultice proferida pelo ex-frei Betto desejando as núpcias de Santa Teresa de Ávila e… Che Guevara!

- A mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial da Paz, que só o fato de que os jornalistas nada leem justifica sua passagem praticamente incólume pela mídia. Mas a coragem e a firmeza de Bento XVI estão lá, em trechos como:

Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos. Deste modo, chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da «dignidade» de todos os seres vivos. Assim se dá entrada a um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem.







Add to Technorati Favorites Tags: , ,

Santa Catarina de Alexandria, rogai por nós!

November 25th, 2009 | 2 Comentários | Postado em Igreja

 

Hoje, 25 de novembro, a Igreja celebra a memória de Santa Catarina de Alexandria, padroeira daqueles que se dedicam ao estudo da filosofia.

 

Santa_Catarina_de_Alexandria1
 
 

Oremos.

Ó Deus, que no Monte Sinai fizeste dar a lei a Moisés, e depois, através do ministério de santos Anjos, misticamente deu descanso ao corpo da bendita Catarina Virgem e Mártir Tua: concede, nós Te pedimos, para que, por sua intercessão, possamos ser trazidos até aquela montanha que é Cristo. Que Contigo vive e reina. Amém.

 

Leia sobre a vida de Santa Catarina na Legenda Áurea (em inglês). E, em português, aqui. Há uma boa coleção iconográfica de Santa Catarina aqui.







Add to Technorati Favorites Tags: , ,

Leituras Quaresmais

February 27th, 2009 | 2 Comentários | Postado em Igreja, Links, Livros

 

Caríssimos (se é que alguém ainda passa por aqui).

 

Estou atolado na minha fase terminal da dissertação. Assim, a correria está grande. Confessoreturn-prodigal-son que estou até um tanto deprimido pra pegar pesado nos debates (muito bons e sempre com os mesmos defeitos, como aponta o Francisco).

 

Contudo, quero compartilhar com vocês umas leituras que estou fazendo como exercícios e orações na Quaresma.

 

Estou lendo os aforismos póstumos de São Josemaría Escrivá, compilados em Caminho. Neste link há os livros de São Josemaría na íntegra para leitura. Há verdadeiras pérolas ali, como as que deixo abaixo:

 

Choras? – Não te envergonhes. Chora; sim, os homens também choram, como tu, na solidão e diante de Deus. – Durante a noite, diz o rei Davi, regarei de lágrimas o meu leito.

[…] Não ouviste dos lábios do Mestre a parábola da videira e dos ramos? – Consola-te. Ele exige muito de ti porque és ramo que dá fruto… E te poda, "ut fructum plus afferas" – para que dês mais fruto. 
É claro!: dói esse cortar, esse arrancar. Mas, depois, que louçania nos frutos, que maturidade nas obras!







Add to Technorati Favorites Tags: , , ,

Sancti Thomae Aquino, ora pro nobis

January 28th, 2009 | Comente | Postado em Filosofia, Igreja, Links

 

Hoje, dia 28 de janeiro ? o dia em que a Igreja faz mem?ria de Santo Tom?s de Aquino, o Doutor Ang?lico.

 

thomasaquinas

- Biografia de S?o Tom?s aqui e aqui.

- Obras Completas (franc?s e latim)







Add to Technorati Favorites Tags: , ,

Tradução de De rationibus fidei

January 13th, 2009 | Comente | Postado em Blogs, Igreja

Descobri, por acaso, o excelente blog do Pe. El?lio Jr. que est? postando sua tradu??o do op?sculo de S?o Tom?s. Vale a leitura do op?sculo e o acompanhamento do blog do padre.







Add to Technorati Favorites Tags: , , , ,