| Assine nosso RSS

A verdade é a subjetividade

June 10th, 2010 | Comente | Postado em Filosofia

 

What-is-truth02 Nikolaj Nikolajewitsch, O que é a verdade? (1890)

 

“Se Pilatos não tivesse perguntado objetivamente o que a verdade é, ele nunca teria deixado Cristo ser crucificado. Se ele tivesse questionado subjetivamente, então a paixão da interioridade a respeito do que em verdade ele deveria fazer acerca da decisão a enfrentar, teria lhe prevenido de cometer uma injustiça. Neste caso, não só sua esposa teria sido perturbada por seu sonho aterrador mas Pilatos, ele mesmo, teria ficado insone.”

KIERKEGAARD, S. A. Post-scriptum (CUP), pp. 229-230







Add to Technorati Favorites Tags: , , ,

inter-esse

April 15th, 2010 | Comente | Postado em Filosofia

 

kierkegaard

“For the existing person, existing is for him his highest interest, and his interestedness in existing is his actuality. What actuality is cannot be rendered in the language of abstraction. Actuality is an inter-esse between thinking and being in the hypothetical unity of abstraction. Abstraction deals with possibility and actuality, but its conception of actuality is a false rendition, since the medium is not actuality but possibility.”

KIEKEGAARD, S. CUP, p. 314.







Add to Technorati Favorites Tags: , ,

Fragmentos sobre o Indivíduo e a massa

October 28th, 2009 | 1 Comentário | Postado em Filosofia

 

Honoré Daumier - Queremos Barrabás“Há uma concepção da vida segundo a qual onde está a multidão, está também a verdade; a  verdade está na necessidade de ter por ela a multidão. Mas há ainda outra; para ela, por toda a parte onde se encontre a multidão, também lá se encontra a a mentira, de tal modo que – para levar, por um instante, a questão ao extremo – se todos os Indivíduos determinassem, cada um separadamente e em silêncio, a verdade, não obstante, se se reunissem em multidão (que assumiria então um significado decisivo qualquer, pelo voto, pela algazarra, pelo falar), imediatamente se teria a mentira. Porque ‘a multidão’ é a mentira.

 

(…) Onde, pois, existe a multidão, onde ela adquire uma importância decisiva, aí não se trabalha, não se vive, não se tende para o fim supremo, mas unicamente para este ou aquele fim terreno; porque, para o eterno – o decisivo –, só pode haver trabalho onde se encontre um único homem; e tornar-se este único, que todos podem ser, é querer aceitar a ajuda de Deus –‘a multidão’ é a mentira.

 

(…) Considera tu o mais sublime dos exemplos, imagina Cristo – e toda a humanidade, todos os homens nascidos e por nascer; supõe ainda que a situação é a do Indivíduo só com Cristo num meio solitário, avançando para ele e cuspindo-lhe no rosto; nunca nasceu nem nascerá o homem que tenha essa coragem ou essa impudência; e esta atitude é a verdade. Mas, quando estiveram em multidão, tiveram essa coragem – terrível mentira!

 

(…) Porque não é necessária uma grande arte para ganhar a multidão; basta um pouco de talento, uma certa dose de mentira e algum conhecimento das paixões humanas. Mas nenhum testemunho da Verdade – e cada um de nós, tu e eu, deveríamos sê-lo – deve misturar a sua voz com a da multidão.”

KIERKEGAARD, S. Sobre a dedicatória ‘ao indivíduo’ IN: KIERKEGAARD, S. Ponto de vista explicativo da minha obra de escritor.







Add to Technorati Favorites Tags: , , ,

Estrangeiridade

February 2nd, 2008 | Comente | Postado em Aforismos, Geral

“The individual is a stranger in the world of the finite, he lives in the finite, but does not have his life in it.”

Kierkegaard, P.S.







Add to Technorati Favorites Tags: ,

Ahn, a subjetividade…

October 30th, 2007 | Comente | Postado em Filosofia, Geral

“O cogito ergo sum de Descartes tem sido muito repetido. Se se compreende pelo eu do cogito um homem particular, a frase não prova nada: eu sou pensante, ergo eu sou, mas se eu sou pensante não é uma maravilha que eu seja, já está dito e, então, a primeira parte da proposição diz mesmo mais que a última. Se então se compreende pelo eu que reside no cogito um só homem particular existente, a filosofia grita: Loucura, loucura, a questão aqui não é o meu eu ou teu eu, mas do eu puro. Mas o eu puro não pode, portanto, ter outra existência que não uma existência conceitual, que significa então a conclusão da proposição, enquanto nada é deduzido, porque a frase é uma tautologia.”

Haveria melhor epígrafe para o blog? Talvez sua seqüência natural:

“… Naturalmente ele pensa [o pensador abstrato], mas ele pensa tudo, ao contrário, em relação com ele mesmo que tem um interesse infinito pela existência.”

KIERKEGAARD, S. Post-scriptum aux miettes philosophiques







Add to Technorati Favorites Tags: ,