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Carlos MInc, AIDS, Homofobia, Papa e burrice

maio 21st, 2009 | 5 Comentários | Postado em Igreja, Imprensa

 

Dá até desânimo, mas vamos lá. Notícia do dia 18 de maio: Minc critica a Igreja ao lançar conselho LGBT. Há muito tempo em que não leio tanta besteira em tão poucas linhas. Diz o gênio:

"Tem alguns momentos em que a Igreja erra feio. Um deles é a questão da camisinha. Se a gente fosse atrás da Igreja, quantas pessoas não estariam doentes?", discursou o ministro, em meio a aplausos da plateia.

A platéia aplaude porque é só o que sabe fazer. Se a platéia e o ministro soubessem também pensar, iriam se dar conta da estupidez sem tamanho que incensam. Sabe o que diz “a Igreja”?:

§2337 A vocação à castidade A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher.

§2362 "Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido." A sexualidade é fonte de alegria e de prazer:

O próprio Criador… estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa.  (Catecismo da Igreja Católica)

Mais do que jamais poderiam conceber o ministro e seus ouvintes, a Igreja trata o sexo como ato extremamente digno, prazeroso e muito profundo. Justamente por isso deve estar cercado de cuidado e respeito. Portanto, senhor ministo falastrão, se “a gente fosse atrás da Igreja”, problemas derivados da sexualidade simplesmente não existiriam. É um ato de extremada ignorância e falta de honestidade intelectual proferir tais estultices perante uma platéia absolutamente condicionada e ignorante e, esta sim, preconceituosa em relação ao que diz a Igreja.

Mas o ministro populista continua:

"Outra questão é a da homofobia. Como é que uma religião pode dizer que é fraterna e solidária com todos se pressiona os parlamentares a não aprovarem a lei que criminaliza a homofobia?", indagou, em seguida, o ministro. Para ele, quem cria obstáculos à aprovação do projeto de lei "é corresponsável pela multiplicação dos crimes que nada têm de fraternos e solidários". Segundo Minc, 3 mil pessoas morreram no País em dez anos por causa de crimes homofóbicos.

Obviamente a questão é dupla (mas só quem sabe pensar é que acompanha. Caso diferente daquele do ministro):

1. Sobre a lei: Quando se refere à lei, o ministro está se referindo ao Projeto de Lei 122/2006, que tem por objetivo “coibir a discriminação de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero”.

Ora, eu desafio qualquer crítco da Igreja a apontar algum comentário ou posicionamento oficial da mesma, que propugne a violência ou a descriminação por conta de homossexualidade. Ao contrário, como vou apontar no segundo item, a Igreja professa em documentos públicos e oficiais, vertidos para inúmeros idiomas, que homossexuais devem ser respeitados e acolhidos pois são seres humanos e filhos de Deus como toda criatura humana.

Aquilo a que a Igreja se opõe firmemente são as derivações de tal lei, a partir de artigos redigidos por alguém que simplesmente não sabe escrever. Há lá coisas do tipo:

Art. 20. § 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica.”

Se você é um pouquinho esperto, perceberá que a Igreja estará incorrendo em crime ao reprovar ética, filosófica e teologicamente a prática homossexual como pecado. Assim como qualquer um que se manifeste ainda que teoricamente sua discordância. Fala-se ainda em punição por recusa de fornecimento de bens etc. (alguém pensou aí na Eucaristia?). O que ocorre é que  lei é problemática. E pelo amor de Deus vamos parar de utilizar a palavra “homofobia”. Não se trata de medo ou aversão, mas de um posicionamento contrário. Daqui a pouco os direitistas vão ser acusados de “sinistrofobia” ou coisa que o valha. Criminalizar posicionamento teórico é absurdo em sua própria natureza.

2. Sobre o que diz a Igreja: Vamos direto ao que diz a Igreja:

§2357 CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.

§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.

Renovo o desafio de que se encontre algum posicionamento oficial da Igreja que vá em sentido contrário ao explícito acima. O que ocorre é que os críticos da Igreja têm um discurso antropológico absolutamente acrítico e inconsistente que nem sequer consegue estabeler bases minimamente sólidas para a construção da idéia de sexualidade como em processo. Chamar a Igreja de “homofóbica” é, como costumo dizer, ou ignorância ou má-fé.







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O papa pode estar certo

abril 3rd, 2009 | 4 Comentários | Postado em Igreja, Imprensa

 

In theory, condom promotions ought to work everywhere. And intuitively, some condom use ought to be better than no use. But that’s not what the research in Africa shows.

Why not?

One reason is "risk compensation." That is, when people think they’re made safe by using condoms at least some of the time, they actually engage in riskier sex.

 

Faça um favor a sua honestidade intelectual e leia o artigo de Edward C. Green no Washington Post, sobre as declarações do papa Bento XVI acerca do uso de preservativos, quando de sua viagem à África.

Ahn, é claro. Deverão aparecer aqueles gênios da última hora para questionar sobre a idoneidade desse tal articulista. Pois bem, clique aqui para acessar a página do Harvard Aids Prevention Research Project, capitaneado pelo Dr. Edward C. Green, cuja experiência de anos na pesquisa da AIDS no continente africano pode ser conferida em seu Curriculum.







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Sobre Excomunhões

março 8th, 2009 | 23 Comentários | Postado em Igreja, Imprensa, Opinião

Creio que todos que leem esse blog dispensam maiores explicitações sobre os argumentos referentes à excomunhão dos envolvidos diretamente no aborto da pobre menina estuprada. Mas chegamos a um ponto onde os limites já foram rompidos. Sinceramente, tenho medo do que há por vir.

Um parvo blogueiro do Terra, que assina como “jurista e professor” regurgitou este post.

Como de costume, por falta de paciência vou me ater àquilo que julgo primordial na “brilhante” análise do “jurista e professor”.

1. Vamos, pelo amor de Deus, deixar claro o que é uma excomunhão: ? a supressão dos direitos de participar de plena (ou parcial) comunhão com a Igreja, que se manifesta pela interdição da recepção de sacramentos e de ser admitido a funções eclesiásticas e similares.

Cân. 1398. Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae.

A definição de excomunhão latae sententiae é aquela que recai sobre o sujeito de uma ação prevista pela própria ação, imediatamente. Não há necessidade de uma promulgação ou comunicado. Assim, não foi  “o bispo” quem os excomungou: eles incorreram em excomunhão ipso facto. A imprensa tem devorado vivo o Arcebispo Dom José Cardoso por pura e cristalina ignorância (como de costume).

2. Nosso glorioso jurista dever ter cabulado algumas aulas importantes sobre Direito Canônico na faculdade. Diz o nosso arauto da justiça:

O arcebispo extrapolou ao sair a impor sanções a pessoas que nem ao menos sabe se professam tal credo.

Caso ele tivesse lido as primeiras páginas do Código de Direito Canônico, teria visto que:

Cân. 11 Estão obrigados às leis meramente eclesiásticas os batizados na Igreja católica ou nela recebidos, que têm suficiente uso da razão e, se o direito não dispõe expressamente outra coisa, completaram sete anos de idade.

Algum deles é batizado? Logo, estão sob tal lei e o arcebispo não está a “sair e impor sanções a pessoas que nem ao menos sabe se professam tal credo”. Se são batizados, são católicos e, por tal ato, estão excomungados. Novamente, o arcebispo simplesmente manifestou algo já consumado.

Mas em uma coisa ele acerta:

Ao dar publicidade, parece confundir questõees internas da Igreja e achar que todos brasileiros estão sob a jurisdição da Igreja.

Realmente, professor. Não são todos os brasileiros que estão sob jurisdição da Igreja: só os batizados (Aquelas aulas de Direito Can?nico perdidas fizeram falta mesmo?).

3. Ahn, o Estado Laico:

Por evidente, a Rompicoglioni sabe que o Brasil é um estado laico.

Voltando às aulas que o “jurista” deve ter perdido:

Constituição da República Federativa do Brasil.

Preâmbulo

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solulção pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÂO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

“Sob a proteção de Deus” é uma expressão que diz muitas coisas, caríssimo jurista E professor. Primeiro, o que fazer com essa invocação de Deus no seu estado laico? Segundo, “Deus”, no singular e grafado com “D” maiúsculo exclui toda e qualquer interpretação panteísta, pagã, politeísta e outras aberrações. E agora, professor? Jogue fora sua laicidade ou nossa Constituição.

4. Caso eu esteja muito enganado, nosso jurista e professor condena o que chama de volta à inquisição mas quer pregar algo como uma volta à ditadura:

Por certo, poderáo arcebispo e a Igreja suportarem açõees indenizatórias por danos morais, pela divulgação de juízos (excomunhão) sancionatórios não tipificados como crimes pelo estado laico brasileiro.

Que outro nome podemos dar, senão censura, à tentativa de criminalizar a exposição de juízos de valor? Caríssimo jurista e professor, respirar é julgar. Caso contrário, seria o senhor também passível de ser acionado judicialmente por divulgação de juízos sancionatórios não tipificados como crimes?, já que rechaça e reprova o exercício da liberdade de culto (prevista pela constituiçãobrasileira, diga-se de passagem) do arcebispo?


5. Por último, o que mais me irrita em toda essa discussão
:

Nesse contexto, é estranho que o arcebispo de Olinda e do Recife, dom José Cardoso Sobrinho, saia a público a dizer coisas que só interessam ao âmbito restrito da Igreja e aos seus fiéis.

Como mostrado acima, a Igreja está legislando sobre sujeitos que estão sim sob sua jurisdição. Mas já que o assunto é dar palpite em âmbitos restritos, por que toda uma corja de jornalistas fez juízos de valor e palpitou sobre o levantamento das excomunhões dos bispos da FSSPX? Ao contrário do prelado, TODA A CORJA DE JORNALISTAS quis “legislar” sobre uma esfera sobre a qual não têm absolutamente nenhuma autoridade. E a autocrítica, professor? E a lógica?

Ahn, deve ter faltado nestas aulas tamnbém…







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Ataques contra o Cristo na TV de Jerusalém

fevereiro 19th, 2009 | 3 Comentários | Postado em Igreja, Imprensa, Opinião

 

Do ZENIT:

Cat?licos de Jerusal?m condenam ?repugnantes ataques? contra Cristo na TV

Emitido pelo Canal 10 de Israel

Por Jes?s Colina

JERUSAL?M, quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Os l?deres da Igreja Cat?lica na Terra Santa emitiram um comunicado conjunto para condenar os ?repugnantes ataques? contra Jesus Cristo e a Virgem Maria, emitidos pelo Canal 10 de televis?o em Israel.

Segundo explica o comunicado, emitido em 18 de fevereiro, ?nestes dias, durante um programa noturno do Canal 10, uma s?rie de horr?veis ofensas foram lan?adas contra nossa f? e, em consequ?ncia, contra n?s, os crist?os?.

O comunicado est? assinado, entre outros, por Sua Beatitude Fouad Twal, patriarca latino de Jerusal?m, e pelo Pe. Pier Battista Pizzaballa, ofm, cust?dio da Terra Santa.

?O programa dirigiu seus ataques contra as figuras mais sagradas de nossa f?, com o objetivo, como o pr?prio diretor da emiss?o declarou especificamente, de destruir o cristianismo?, denunciam os l?deres cat?licos.

Deste modo, asseguram, o canal foi utilizado ?para profanar nossa f? e ofender milhares de cidad?os israelenses crist?os e milh?es de crist?os no mundo?.

O Canal 10, de car?ter comercial, come?ou suas atividades em 2002.

Os bispos cat?licos da Terra Santa consideram este programa ?como um sintoma dos maiores problemas que afetam a sociedade, como a intoler?ncia, a rejei??o para aceitar e respeitar o outro, o ?dio?.

Os l?deres cat?licos veem este epis?dio como parte de ?um contexto maior de ataques cont?nuos contra os crist?os em Israel h? anos?.

?H? apenas alguns meses, c?pias do Novo Testamento foram publicamente queimadas no p?tio de uma sinagoga em Or Yehuda. H? anos, o cristianismo fez muito para deter manifesta??es de antissemitismo, e agora os crist?os em Israel acabar?o convertendo-se em v?timas de uma manifesta??o de anticristianismo de baixo n?vel??, perguntam-se os l?deres cat?licos.

?Condenando este e todos os demais atos de intoler?ncia, fazemos um pedido a todas as partes envolvidas: investigar o assunto e tomar as medidas necess?rias para acabar com esta horr?vel profana??o da f?. ? inconceb?vel que estes incidentes ocorram em Israel, que acolhe alguns dos santu?rios mais importantes do cristianismo? assim como peregrinos crist?os do mundo inteiro.

Dirigindo-se ao Canal 10, os l?deres cat?licos pedem ?que reconhe?a sua responsabilidade, que pe?a perd?o de maneira p?blica e oficial e que n?o volte a repetir algo assim?.

Na mensagem, os cat?licos expressam sua ?compreens?o e estima ?s comunidades e institui??es crist?s, assim como a muitos representantes mu?ulmanos e judeus que, por sua vez, tamb?m ficaram abalados e aterrados e que expressaram sua consterna??o e protesto diante deste fato?.

?Estes programas n?o t?m nada a ver com a liberdade de express?o, com a arte e com o entretenimento ? declaram. S? atentam contra a integra??o nacional e contra a harmonia em nossa sociedade.?

O comunicado tem tamb?m a assinatura de Sua Beatitude Michel Sabbah, patriarca latino em?rito de Jerusal?m; de Dom Elias Chacour, arcebispo greco-melquita de Akka; de Dom Paul Sayya, arcebispo maronita de Haifa; de Dom Giacinto-Boulos Marcuzzo, bispo vig?rio do Patriarcado de Jerusal?m; de Dom Pierre Melki, exarca patriarca s?rio-cat?lico; e de Dom Rafael Minassian, exarca do patriarcado cat?lico arm?nio.

*

Vamos l?, ? defensores da democracia e da liberdade religiosa que gastaram uma semana de latim para falar do falso problema do falso antissemitismo da Igreja Cat?lica. Onde est?o as numerosas notas e coment?rios de blogueiros hypes e inteligentes para denunciar o anticristianismo (e anticatolicismo) da m?dia israelense?

 

Ahn, esqueci. Defender a Igreja n?o ? t?o legal n??







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Imprensa e Eclesioclastia ou Sobre o ódio do fraco contra o forte

fevereiro 18th, 2009 | 6 Comentários | Postado em Igreja, Imprensa

 

Nem tive tempo de curtir meu blues do post abaixo sossegado e j? me deparei com duas estultices que s? poderiam vir da imprensa eclesioclasta. Eis os t?tulos:

Vergonha de ser cat?lico e Indulg?ncias voltam e c?u fica mais pr?ximo para cat?licos. E se o primeiro ? de um jornaleco, o segundo ? tradu??o de um artigo do New York Times.

Sobre o primeiro, ? uma l?stima como qualquer coisa. N?o ? uma pe?a cr?tica de fato, nem um simples desabafo. ? um amontoado de tolices cujo n?cleo duro ? simplesmente aquele tipo de rancor que s? pode advir da ignor?ncia. O s?bio que assina a coluna pontifica:

Richard Williamson, o bispo, j? havia sido excomungado. O papa Bento 16 revogou a excomunh?o dele. Eu acho engra?ado: como ? que um cara que foi mandado pros quintos dos infernos por um papa que j? morreu e que, em tese, segundo os preceitos nas pr?pria Igreja ? "infal?vel"… de repente pode voltar do limbo falando um monte de bobagens em nome de uma religi?o da qual – at? semana passada – eu fazia parte? Richard Williamson, o bispo, ainda ? arrogante: diz que eventualmente poder? voltar atr?s, mas precisar? de um tempo para refletir e estudar o caso com mais aten??o.

Vamos ser diretos:
a) Williamson n?o ? bispo da Igreja Cat?lica at? que cumpra com as cl?usulas para isso. 
b) O sujeito se diz cat?lico mas diz que excomunh?o ? mandar algu?m para ?os quintos dos infernos?. O que obviamente inviabiliza um entendimento para al?m do n?vel dos s?mios, do levantamento das excomunh?es.
c) Como ?cat?lico? que ?, tamb?m n?o sabe nada sobre infalibilidade papal, como se pode constatar.
d) Afinal, excomunh?o manda para o inferno ou para o limbo?
e) E o mais importante, Williamson faz algo que o sujeito jamais faria, a saber, se prop?e a refletir e estudar com aten??o.

 

? claro que da? s? poderia surgir uma necedade como a que se segue:

O que voc? prefere ver refletido no seu espelho? A carranca de um Ratzinger, a epilepsia dos meganhas neo-pentecostais ou uma Iemanj? linda e sedutora flutuando sobre ?guas resplandecentes?

O que mais falar?

 

Mas penso que o pior ? o segundo

Voc?, que chegou aqui incautamente, acostume-se com essa grande verdade: a imprensa em geral odeia a Igreja porque n?o tem capacidade para entend?-la. ?, tal como dizia Nietzsche, um dos melhores exemplos de revolta do fraco contra o forte.

Sinceramente, n?o tenho mais paci?ncia nem tempo para esmiu?ar todos os erros do artigo (caso algu?m se disponha, mande ver na caixa de coment?rios e, conforme for, eu at? publico como post). Vamos aos t?picos principais:

 

1. Voltam? O clima dado pelo t?tulo do artigo s? refor?a a verdade profunda de que jornalistas n?o conhecem a Igreja. Por acaso as indulg?ncias sa?ram de cena da teologia cat?lica? N?o constaram em algum dos catecismos? N?o vou explicar agora a teologia pr?pria ao sacramento da Penit?ncia. Basta para isso apontar a Constitui??o Apost?lica Indulgentiarum Doctrina, do papa Paulo VI. Nos diz o papa:

N. 1. Indulg?ncia ? a remiss?o, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados j? perdoados quanto ? culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condi??es, alcan?a por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da reden??o, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfa??es de Cristo e dos Santos.

N?o ? uma afronta um jornalista est?pido escrever ent?o:

Como a missa em latim e as sextas-feiras sem carne, a indulg?ncia foi uma das tradi??es alijadas das pr?ticas dominantes do catolicismo por efeito do Conc?lio Vaticano 2?, nos anos 60.

Mas eu quase ia me esquecendo? Desde quando jornalistas l?em?

2. C?u mais pr?ximo para os cat?licos? Novamente o tom de estultice impera. Para come?ar, trata-se de uma ironia que afronta. Se voc? n?o percebeu a ironia destilada aqui, volte ao jardim de inf?ncia. Quem escreve uma tolice dessa, al?m de parcamente ir?nico se recusa a compreender de antem?o o que diz a Igreja. Diz  ?para os cat?licos? como quem diz ?para os habitantes do bairro?. Tal frase s? pode radicar, mais uma vez, na ignor?ncia da doutrina.

 

3. ignorancia dos fi?is. A responsabilidade pela falta de preparo dos fi?is ? sempre uma quest?o constante para mim. Ela n?o admite respostas f?ceis como ?os padres n?o ensinam?, j? que o povo ?, em uma palavra, vagabundo. Tamb?m n?o se pode resumir o problema ? in?rcia do povo j? que, em parte, de fato, os padres e agentes de catequese s?o, em geral, ridiculamente preparados. Mas que a ignor?ncia dos fi?is sobre as indulg?ncias n?o pode servir como argumento para nada, isso ? ponto passivo. O conceito de Magist?rio  traz consigo a independ?ncia intelectual: seu dever ? ensinar e sobre ele n?o ingere a qualidade intelectual dos fi?is.

J? disse in?meras vezes por aqui que o problema da Igreja ? a catequese. Ela resolveria tudo: dela sairiam bons pais, boas fam?lias, bons sacerdotes etc. Mas h? tamb?m um sinal gritante da parte da responsabilidade: permane?a 5 minutos numa livraria cat?lica e veja l? o que as pessoas compram. Catecismos e documentos do Magist?rio mofam nas prateleiras ao passo que CDs de padres cantores, santinhos e outros mimos vendem como ?gua no deserto. Fa?a a experi?ncia. Assim fica dif?cil?

 

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