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Sancti Thomae Aquino, ora pro nobis

January 28th, 2009 | Comente | Postado em Filosofia, Igreja, Links

 

Hoje, dia 28 de janeiro ? o dia em que a Igreja faz mem?ria de Santo Tom?s de Aquino, o Doutor Ang?lico.

 

thomasaquinas

- Biografia de S?o Tom?s aqui e aqui.

- Obras Completas (franc?s e latim)







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Canal do Vaticano no YouTube

January 23rd, 2009 | Comente | Postado em Igreja, Imprensa, Vídeos

 

A Igreja lan?ou o seu canal no YouTube com v?deos do papa e de acontecimentos vaticanos. Fiquemos atentos a mais este canal de  comunica??o. Abaixo o v?deo de divulga??o:

 







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Alguns comentários sobre o texto-base para o Ano Catequético Nacional – 2009

January 19th, 2009 | 7 Comentários | Postado em Igreja, Opinião

 

Há alguns dias gastei meu rico dinheirinho e adquiri o texto-base para o Ano Catequéticoanocatequetico Nacional – 2009, elaborado e editado pela CNBB. Com todo o respeito que é devido aos senhores Bispos, só não digo que foi dinheiro jogado fora porque me serviu para trocar o dinheiro que precisava. Não posso fazer uma análise muito mais profunda do que vou fazer aqui pois não tive estômago para ler o livreto todo (64 pp.). Vamos aos breves comentários que justificam o meu repúdio ao opúsculo.

 

1. Bibliografia. O primeiro absurdo do documento é que à p. 61, onde estão as siglas e abreviaturas de outros textos e documentos citados, simplesmente não consta o Catecismo da Igreja Católica. Questão de ordem: como pode haver um texto que pretende ser subsídio básico para uma miríade de tarefas pastorais tendo como fim a catequese, sem ao menos citar o Catecismo?

 

2. Método. Para começar, o léxico do texto base é confuso. Lança mão de sentenças simplesmente vazias de sentido, numa linguagem de burocrata semelhante aos livros de auto-ajuda para executivos:

A ação evangelizadora da Igreja deve ser resposta consciente e eficaz para atender as exigências do mundo de hoje com indicações programáticas concretas, objetivos e métodos de trabalho, formação e valorização dos agentes e a procura dos meios necessários que permitam que o anúncio de Cristo chegue às pessoas.

De fato, a fragilidade dos métodos e das ações só aponta para a fragilidade dos objetivos do documento. O ver-julgar-agir, gloriosamente ressuscitado no Documento de Aparecida aparece aqui como modelo da ação catequética. Aqui, o ‘ouvir’, cerne e núcleo da catequese virou um falatório caótico ao definir que ‘Jesus é a resposta aos problemas humanos’ (p. 29). Não se deve achegar a Ele e escutá-Lo porque é a Salvação em pessoa, mas agora devemos nos aproximar em vista da resolução de nossos problemas. Ou São Paulo estaria defasado pedagogicamente ao dizer claramente que ‘a fé vem pela audição’ (ex akoês, em Rm 10,17)?

3. Quais princípios? O ponto no qual desejo me concentrar é o item ‘Princípios da animação bíblico-catequética?. Vejamos o que nos diz o texto:

As Escrituras ocupam lugar primeiro nas diversas formas do Ministério da Palavra, não só na pregação, mas também na Catequese. O Concílio Vaticano II chamou a atenção para a centralidade da Palavra de Deus na vida do cristão […] Assim, a fonte primeira da Catequese é a Bíblia, constituindo-se em seu ponto de partida, fundamento e norma. (pp. 48-49)

Como já comentei aqui, o Concílio Vaticano II é a citação preferida dos que pretendem legitimar qualquer bobagem. Contudo, vejamos o que nos diz a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina:

9. A sagrada Tradição, portanto, e a Sagrada Escritura estão intimamente unidas e compenetradas entre si. Com efeito, derivando ambas da mesma fonte divina, fazem como que uma coisa só e tendem ao mesmo fim. A Sagrada Escritura é a palavra de Deus enquanto foi escrita por inspiração do Espírito Santo; a sagrada Tradição, por sua vez, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a palavra de Deus confiada por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo aos Apóstolos, para que eles, com a luz do Espírito de verdade, a conservem, a exponham e a difundam fielmente na sua pregação; donde resulta assim que a Igreja não tira só da Sagrada Escritura a sua certeza a respeito de todas as coisas reveladas. Por isso, ambas devem ser recebidas e veneradas com igual espírito de piedade e reverência.

E ainda:

É claro, portanto, que a sagrada Tradição, a sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, segundo o sapientíssimo desígnio de Deus, de tal maneira se unem e se associam que um sem os outros não se mantém, e todos juntos, cada um a seu modo, sob a ação do mesmo Espírito Santo, contribuem eficazmente para a salvação das almas.

  Os veneráveis senhores bispos parece que esqueceram coisas básicas sobre a doutrina da Revelação tal qual a Igreja Católica a entende. Ou viramos todos protestantes adeptos da tese da Sola Scriptura? Nos diz o Catecismo Romano:

But every sort of doctrine which is to be delivered to the faithful is contained in the word of God, which is divided into Scripture and Tradition.

Ora, por que o texto-base não aponta também o Catecismo, bem como as outras manifestações do Magistério, como fontes primárias da catequese? E o Credo como objeto principal da explicitação catequética? O texto-base composto pela CNBB cita inúmeras vezes seus próprios documentos, como o de Aparecida, o Diretório Nacional de Catequese entre outros, e no máximo, se limita a apontar as Constituições do Vaticano II sem, é claro, lê-los como se deve, como visto acima.

De fato, a catequese é o problema principal da Igreja hoje. Somente com ação catequética densa e contínua garante uma boa vivência comunitária, bem como o desdobramento das vocações religiosas e leigas. Nada se ganha com a transformação da catequese num processo vazio que não acarreta verdadeira conversão, sob o pretexto de torná-la mais palatável.

E a CNBB erra novamente.







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Dez teses sobre o ódio, de Luís Felipe Pondé

January 14th, 2009 | 1 Comentário | Postado em Imprensa, Opinião

 

Evito entrar, de fato, na discuss?o, porque vejo as coisas mais matizadas do que, de modo geral, v? a imprensa e a ?blogosfera? e, portanto, sou mais cauteloso com senten?as lapidares. Assim, segue o artigo de Pond?, professor do departamento de Ci?ncias da Religi?o da PUC-SP, publicado na Folha no ?ltimo dia 12, que ao menos pretende evitar as bobagens das ?conversas de sal?o? e procura inserir um pouco mais de reflex?o no assunto:

* * *

LAMENTO , mas n?o vou ter com voc?, leitor sens?vel, uma conversa de sal?o sobre o ?dio em Gaza. Conversas de sal?o s?o aquelas onde pol?ticos, ?ticos de plant?o e amantes da humanidade desfilam sua indigna??o chique com o descaso das guerras com a dignidade humana -? f?cil discutir o quintal alheio. Como sou um simples colunista, devo levar voc?, caro leitor sens?vel, para fora do sal?o e ter consigo aquele tipo de conversa que foge aos salamaleques das festas. Veja em mim algu?m que simplesmente n?o gosta de festas.

O ?dio no Oriente M?dio tem milhares de anos. O nome dele hoje ? Gaza, Hamas, Israel. Todo mundo acha que sabe como solucion?-lo. Os ?ltimos que tiveram algum sucesso foram os romanos.

Em meio a este ?dio milenar, a verdade ?, como diria o historiador franc?s Renan, "uma nuance entre mil erros". Diante da delicadeza dessa verdade, esbo?arei dez pequenas teses sobre este ?dio.

N?o sofro da mania cient?fica, gra?as ao ceticismo, que em mim n?o ? uma cren?a no erro inevit?vel de tudo que pensamos, mas sim uma vig?lia sobre nossa mis?ria moral e intelectual. Essas teses s?o fruto da experi?ncia de quem viveu em Israel duas vezes (uma num kibutz ao lado de Gaza, a outra pesquisando na Universidade de Tel Aviv) e que para l? j? foi in?meras vezes.

1. Crian?as morrem em guerras. Guerras s?o assim: matam todo tipo de gente. ? quase uma falsa virtude falar das crian?as mortas em Gaza. Todo mundo sabe que guerra ? uma forma da pol?tica. Ningu?m gosta desse rosto humano, mas ele ? humano, demasiado humano.

2. O Hamas usa crian?as e escolas como escudo. Esta m?fia n?o se preocupa com a popula??o: crian?as palestinas mortas nada mais s?o do que her?is martirizados. Isso ? t?o ?bvio que n?o sei como nossos frequentadores de sal?o n?o percebem. O Hamas n?o quer paz, quer a destrui??o de Israel, e os civis mortos s?o seu trunfo.

3. Os ?rabes nunca se interessaram pela quest?o palestina. Sua ret?rica ? pura conversa de sal?o. Os ?rabes usaram os palestinos para "jogar os judeus ao mar". Ap?s a derrota ?rabe de 1948, a Jord?nia ocupou a Cisjord?nia e o Egito, Gaza. Em 1967, Israel tomou esses territ?rios deles e n?o dos "palestinos". A ditadura eg?pcia detesta o Hamas e seu fanatismo religioso tanto ou mais do que detesta Israel. Crer na unidade ?rabe ? t?o idiota quanto crer que americanos e europeus nos acham iguais a eles.

4. Grande parte da popula??o israelense ? paranoica, n?o confia em ningu?m. "Onde estava o mundo quando est?vamos em Auschwitz?". N?o creem em sutilezas hist?ricas e acham que s? s?o respeitados quando fortes. O antissionismo seria uma face do antissemitismo.

5. N?o h? solu??o militar definitiva, onde se mata um terrorista hoje, nascem dois amanh?. Mas os ?rabes s? engoliram Israel por conta do poder militar deste e isso refor?a a ret?rica dos falc?es.

6. Muito do que Israel faz ? ganhar tempo e tentar garantir que crian?as n?o morram quando v?o a escola. Muito do que o Hamas faz ? minar esse cotidiano na esperan?a de que ao longo do tempo o terror dissolva a sociedade israelense e que o ?dio religioso una os ?rabes.

7. A repress?o di?ria da popula??o palestina mina a consci?ncia moral do soldado israelense e isso causa danos ao Estado judeu. Esses danos est?o no cora??o do c?lculo terrorista. Reagir a esse c?lculo com viol?ncia ? o modo imediato de enfrentar o medo do terror cotidiano.

8. ? rid?culo ver ocidentais simpatizarem com os grupos fundamentalistas porque n?s n?o suportar?amos viver com eles. Essa atitude se alimenta da rela??o infantil que identifica Israel e os EUA aos malvados enquanto o Hamas significaria a luta pela liberdade. ? t?o rid?culo quanto o culto a Cuba.

9. Israel vive um impasse: como sustentar a identidade judaica de Israel sem submiss?o ?s leis religiosas? O sionismo n?o tem futuro: ou ? religioso e fan?tico, e fere a democracia moderna, ou ? apenas pol?tico e cultural, e portanto racista. Ou Israel rompe com o sionismo e dissolve a identidade judaica do Estado. Rompe-se aqui a fal?cia judaica moderna por excel?ncia porque n?o h? juda?smo "cultural", s? religioso.

10. Judeus e ?rabes s?o primos. Primos sempre se matam quando algum patrim?nio est? em disputa. Este ?dio milenar s? diminui sob forte press?o militar, ordenamento pol?tico e ganho econ?mico. S? h? paz se armada. N?o haver? paz no Oriente M?dio neste s?culo.







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Tradução de De rationibus fidei

January 13th, 2009 | Comente | Postado em Blogs, Igreja

Descobri, por acaso, o excelente blog do Pe. El?lio Jr. que est? postando sua tradu??o do op?sculo de S?o Tom?s. Vale a leitura do op?sculo e o acompanhamento do blog do padre.







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