Naturalmente ecumênico ou naturalmente herético?

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Vamos começar do começo:

 

Can. 751: Chama-se heresia a negação pertinaz, após a recepção do batismo, de qualquer verdade que se deva crer com fé divina e católica, ou a dúvida pertinaz a respeito dela. (Código de Direito Canônico).

 

Agora aos fatos sobre o Pe. Fábio de Melo:

 

 

 

 

 

Atenção para as pérolas:

se nós somos cristãos, não importa que você seja evangélico, que eu seja católico…não importa! O que importa é que a gente descubra o essencial que Jesus nos ensina.” (aos 4 min, + ou -)

Eu não vou ficar dizendo: “a sua religião está errada, a minha está certa… Não!” (aos 5 min, + ou -)

É igual a gente querer evangelizar os índios, que as vezes tem uma vida muito mais saudável do que nós, uma vida muito mais divina do que nós!” (aos 3:20 da 2ª parte)

“…ah, aquela pessoa se converteu ao protestantismo, que pena! Peraí…se aquilo que ela está acreditando faz bem ao coração dela, se Deus está ali presente, se Jesus está agindo mais no coração dela através da voz do pastor do que da minha, vamos dar graças a Deus que ela encontrou um pastor que falasse ao coração dela.” (aos 3:50 +ou – da 2ª parte)

 

E ele se denomina “naturalmente ecumênico”…

 

Para entender as origens dessas tolices, veja este post.

 

A partir daqui.

14 comentários Naturalmente ecumênico ou naturalmente herético?

  1. Marcelo

    Gabriel,

    A minha melhor amiga adora o Padre Fábio. Imagina como tenho que elaborar meu discurso pra criticá-lo quando conversando com ela… ;o)

    Só queria dizer que, a partir deste seu post, fui parar num antigo, sobre o esclarecimento kantiano, que até já tinha lido. Agora, porém, entendi mais claramente o texto e, na minha humilde (não tão humilde assim) opinião, esse conceito de dizer que cada um pode ter a sua verdade é o maior inimigo que a Igreja possui hoje. Ao mesmo tempo, não sei que estratégia o Vaticano deve ou pode adotar para combater esse mal, a não ser o do sacrifício: ir contra a corrente do subjetivismo da verdade e se sujeitar ao apedrejamento da opinião pública.

    Acabei de ver o “Anjos e Demônios” no cinema. Nem sei por que vou ver esses filmes, só me fazem sair puto do cinema… Nem entretenimento mais eles nos oferecem, a estória é fraquíssima; é quase uma desculpa pra uns 5 ou 6 discursos contra ações antigas da Igreja… É um bom filme para comparar com o “Che”, e tirar conclusões sobre a imparcialidade do cinema.

    Em compensação, acabei de ler o livrinho que tinha começado, “A abolição do homem” do C. S. Lewis, e decidi que vou levá-lo comigo a todas as conversas de bar que tenho com meus amigos ateus. É quase uma arma de bolso. Em menos de 100 páginas, Lewis destrói meio século de “esclarecimento”. Coloca Nietzsche no bolso!! Adorei!!

    Pelo menos, serviu como consolação depois de um filme ruim, inclusive no que se refere à aventura.

    See ya…

  2. G. Ferreira

    Caro Marcelo.
    Bem entendo o seu problema ao falar do dito cujo. Este post mesmo nasceu de uma discussão com algumas alunas “fãs” do padre. Estas, em geral, têm dificuldade de desvincular sua amabilidade e carisma do conteúdo herético (como fica patente) daquilo que fala. Tarefa muito complicada. Sobre o filme, prefiro nem ver… Já me irritam só os comentários totalmente “abalizados” da maioria. Sobre o livro de Lewis, que tal fazer uma resenha comentada e me mandar? Eu posto aqui no blog. Por falar em Lewis, já leu Chesterton?
    Abraços.

  3. Theophilus

    Legal a frase, “Por falar em Lewis, já leu Chesterton?” rsrs
    Se houve um anglicano que tinha a alma católica esse era Lewis. Se tivesse vivido mais tempo, talvez tivesse se convertido. Mas ele nunca deu o passo decisivo, jamais “cruzou o Tibre”.
    Como explica Pe. Phil Bloom:

    “He did not become a Catholic. He did have many Catholic friends, including Tolkien, and he ascribes his conversion to reading Everlasting Man which was the quintessential Catholic work of G.K. Chesterton.

    Some have speculated that he did not become a Catholic because it would have been too difficult a step for an Ulsterman. However, I assume his reasons were more than simply emotional or cultural. Whatever they were, he avoided talking about them and carried on a wide and warm correspondence with many priests, sisters and Catholic laypeople.

    Although he was not a Catholic, he brought many people to the Church’s door – and continues to do so. I think his emphasis on membership (that as Christians we are in a relation to each other like that of bodily organs) has helped many Christians understand that salvation is not simply a matter of an individual relationship to Christ, but of belonging to his body, that is, his Church. He had a wonderful sense of the communion of saints – and he argued in favor of the distinctive Catholic doctrine of Purgatory. “I hope,” he writes “that when the tooth of life is drawn and I am coming round, a voice will say ‘Rinse your mouth out with this.’ This will be purgatory.”

    It is impossible to know whether, if he lived longer, he would have become a Catholic. However, it is interesting that some of his disciples like Walter Hooper (an Anglican priest) converted to Catholicism. Back in 1948, C.S. Lewis wrote an essay titled Priestesses in the Church? In it he anticipated the arguments in favor of ordaining women – and answered them cogently. And he advanced arguments against women’s ordination, which as far as I have read, no one has satisfactorily answered. He argued that, although ordaining women seems on the surface the most logical thing to do, it would go against the very nature of the Church and overthrow the core of biblical revelation. As you know, Lewis chose his words carefully, so we must take him seriously when he said, “if all these supposals (regarding women priests) were ever carried into effect we should be embarked on a different religion.” It is hard to imagine Lewis would have remained an Anglican after they made such a radical departure from the two thousand year Christian tradition.

    But all this is speculation. The fact is that Lewis died in 1963 as a loyal son of the Anglican Church. What he left behind was one of the clearest, most cogent explanations of the core doctrines of Christianity. Like you – and many others – I find him the greatest modern Christian author. When I read him – or re-read him for the twentieth time – I come away refreshed and with a greater love for Jesus and my fellow Christians, an awareness of my sins and the beauty of goodness (holiness). I owe so much to him that I look forward one day to thanking him, as I am sure many Christians do.”

  4. Bruno

    Olá, Salve Maria!
    Caríssimos, algum de vocês sabe editar vídeo, pra colocar no youtube?
    Eu infelizmente não sei, e acho que já está mais do que na hora de editar-se um vídeo sobre as heresias de Pe. Fábio, onde apareçam trechos dele falando as heresias que fala, seguidos de trechos de encíclicas e outros documentos que ensinem a posição ortodoxa sobre o tema.
    Isso seria uma forma muito mais prática e rápida de denunciar as heresias de Pe. Fábio. Já estou cansado de ter que ficar postando esse vídeo e indicar documentos (mesmo os que tem boa vontade de buscar a verdade, desanimam ao ter que ver o vídeo praticamente inteiro e depois ter que caçar o que falo no documento).
    O que me dizem?

    Paz e Bem

  5. G. Ferreira

    Prezado Theophilus.
    De fato, indiquei o Chesterton ao Marcelo justamente por saber que a leitura de The Everlasting Man havia sido decisiva para Lewis. Obrigado pela citação e volte sempre.

    Prezado Bruno.
    Infelizmente não tenho condições de fazer o tal vídeo. Contudo, acho que o que fiz – apontar as falas e os locais exatos onde ocorrem nos vídeos – já pode ajudar. Como você sabe, o Youtube permite que se avance no vídeo, sem a necessidade de se assiti-lo todo.
    Um abraço.

  6. Adriano

    Acho que o pe. fábio de mleo é daqules que não pregam o evangelho, mas dão sua opinião sobre a iGREJA E jESUS.
    Só acreditaria nele se ele fizesse os sesus showzinho de graça e abdicasse de todos os seus direitos autorais e simplemtne evanelizasse: ele é simpolesmente patético e cançaõ nova que se diz tão correta divulga um negócio desses: deplorável

  7. lÉO

    A igreja católica está mudando muito.

    Todo mundo ouviu isso do Padre e a Igreja nao faz nada!!!! Enquanto ele joga heresias na cabeça do povo

    Aí vem coisa !

    os PROTESTANTES ama esse PADRE!

  8. Moema Chiesse

    Fico realmente triste ao constatar que pessoas que se dizem instruídas, cultas e sabedoras da Palavra venham criticar o Padre Fábio de Melo. O que ele prega é quew Deus é o mesmo em todas as religiões e o que realmente importa é se chegar a ele seja pela Igreja católica, protestante espírita etc… Devido a essas pessoas de cabeças fechadas e preconceituosas é que a Igreja perde a cada dia para outras religiões. Deviam ouvir e prestar atenção na forma maravilhosa que Padre Fábio coloca a Palavra de Deus em nossa vida com exemplos práticos e que podermos praticar no dia a dia. Uma pena que o pensamento de vcs não alcance a grandeza desse servo de Deus

  9. G. Ferreira

    Prezada Moema.

    Eu até ia entabular uma resposta mais burilada, mas percebo que você sobrepõe suas idéias caóticas – bem como a do padre herético – às da própria Igreja cuja fé, creio que indevidamente, você professa. Basta ver você reafirmando a tolice desmedida de que tanto faz ser católico ou não.

    Mundus vult decipi.
    G.

  10. Moema Chiesse

    Graças a pessoas como vc, meu caro G.Ferreira é que a Igreja e os falsospadres estão a cada dia mais desacreditadops . Leia mais a Palavra de Deus e verifique o que Ele pregava. Com certeza não era esse radicalismo idiota que vcs pregam.Podemos talvez chamar, quem sabe, de inveja por não conseguirem a despeito de tudo serem metade de uma unha do Padre Fábio. Que Jesus tenha piedade de vcs

    1. G. Ferreira

      Moema.

      Acho que você também poderia dar lá sua olhada nas Escrituras e aprender um tanto. Passagens como “sede quentes ou frios, os mornos eu vomitarei” cairiam – a você e a seu amigo herege – muito bem.

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